Janeiro 27, 2021

Em carta aberta, Anvisa rechaça pressão política em torno da vacina

Servidores da Anvisa reafirmaram caráter técnico da agência sanitária

Servidores da Anvisa reafirmaram caráter técnico da agência sanitária
Claudio Reis/FramePhoto/Folhapress – 10.11.2020

Servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgaram carta aberta para defender a autarquia e reafirmar que a atuação dos técnicos nos trabalhos durante a pandemia são independentes, não se submetendo, portanto, a pressões políticas.

No documento, assinado pela Univisa (associação dos servidores da agência), os funcionários, que estão no meio de uma cruzada em torno pelas vacinas contra a covid-19, se dizem acostumados com pressões inerentes ao dia a dia da autarquia, mas o trabalho técnico está acima de qualquer pressão.

“Ao longo dos seus 20 anos de existência, a Agência consolidou-se como uma referência no setor de saúde justamente pelo trabalho desenvolvido por seus servidores, que resultou na reconhecida excelência da sua atuação regulatória e na credibilidade de suas ações e decisões, baseadas exclusivamente em critérios técnicos e científicos”, diz o documento.

Leia mais: Anvisa aprova uso emergencial temporário das vacinas contra a covid-19

A Anvisa está no meio do debate político entre o presidente Jair Bolsonaro e grande parte dos governadores, especialmente o de São Paulo, João Doria (PSDB), que discordam sobre como a liberação dos imunizantes deve ser realizada e os prazos. Mesmo sem o aval da agência, o tucano informou nesta quinta-feira (10) que o Instituto Butantan iniciou a produção da CoronaVac e está mantida a data de início da vacinação no estado em 25 de janeiro.

“É importante ressaltar, ainda, que o corpo técnico da Anvisa é constituído por servidores de carreira. Ademais, o Comitê criado para se dedicar exclusivamente à análise dos pacotes de dados contidos nos pedidos de registro e de autorização para uso emergencial das vacinas contra a Covid-19, doença caracterizada como pandemia pela OMS desde março de 2020 e que já vitimou dramaticamente mais de 178 mil brasileiros, tem seguido e respeitado preceitos técnicos previstos no arcabouço regulatório sanitário vigente no país”, segue a carta.

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