Novembro 29, 2020

Ofensiva militar do exército etíope deixa 6 mortos e 60 feridos

Disputa entre Tigray e o governo federal etíope tem sido complicada durante meses Reprodução: Google Maps Pelo menos seis pessoas foram mortas e mais de 60 ficaram feridas após o ...
Disputa entre Tigray e o governo federal etíope tem sido complicada durante meses

Disputa entre Tigray e o governo federal etíope tem sido complicada durante meses
Reprodução: Google Maps

Pelo menos seis pessoas foram mortas e mais de 60 ficaram feridas após o início da ofensiva militar do governo etíope na região de Tigray contra o governo regional dissidente (TPLF), informou no sábado (7) a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

“Nossas equipes já trataram mais de 60 feridos, 18 pacientes tiveram que ser operados e seis morreram nos últimos dias”, afirmou a organização humanitária à Agência Efe.

Os pacientes chegaram ao centro de saúde em Abdurafi, na região de Amhara, vindos de Tigray. Foram ouvidos tiros e lutas perto da fronteira entre os dois estados.

“Estamos preocupados com as pessoas que vivem perto das áreas de combate”, destacou a ONG.

O Primeiro Ministro etíope Abiy Ahmed ordenou uma ofensiva militar na quarta-feira (4), após acusar a Frente de Libertação de Tigray de atacar uma base que o exército etíope tem no estado desde o fim da guerra entre Etiópia e Eritreia em 2002 para roubar armas, causando várias mortes.

A força aérea etíope lançou nos últimos dias bombardeios contra alvos militares em torno da capital de Tigray, Mekele, nos quais “aniquilou completamente foguetes, com alcance de até 300 quilômetros, e artilharia da facção rebelde”, detalhou o premiê na noite de sexta-feira (6).

A disputa entre Tigray e o governo federal etíope tem sido complicada durante meses, com o atraso indefinido das eleições gerais a serem realizadas em agosto como um ponto de inflexão.

Desde sua refundação após a queda do comunismo em 1991, a Etiópia vem promovendo uma política de federalismo étnico, na qual todos os grupos devem ter igual valor e representação.

Entretanto, desde então, a TPLF tem liderado a coalizão étnica que formou a EPRDF, no poder até 2018, quando houve a nomeação de Abiy, um jovem político de origem Ahmaric e Oromo.

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